domingo, 21 de fevereiro de 2010

Menos encanto na hora da despedida

Termino aqui os meus relatos sobre mais uma estadia em Estocolmo. Normalmente, o encanto com a cidade começa mesmo antes da chegada e prolonga-se até à hora da partida, mas infelizmente desta visita tenho a registar um pequeno detalhe desagradável. Comecemos pela parte agradável. Especialmente para alguém como eu, acostumado a nomes como Sá Carneiro (Pedras Rubras, para os mais saudosistas), Portela ou Aeródromo de Espinho, deparar-se com um aeroporto chamado Arlanda tem o seu quê de surpresa para o lado positivo. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que fiz reserva de voo para Estocolmo. Quando na agência de viagens me disseram que iria para Arlanda, quase respondi que não dava, o meu centro de investigação só cobria despesas de viagem para Estocolmo, extras não podiam ser incluídos na factura.

Sobre a mulher sueca já me pronunciei anteriormente e não me quero repetir, apesar da sua perfeição merecer odes extra. A perfeição sueca prolonga-se pelas casas, que mais parecem versões aumentadas daquelas que a Ikea monta em 35 m2 e nos fazem querer mandar todos os visitantes para fora, bloquear a porta e ficar a morar lá (especialmente se a assistente daquele sector for sueca). Mas, sabendo de antemão que no melhor pano cai a nódoa, nunca excluí a possibilidade de a qualquer momento surgir detalhe que me fizesse sentir menos em terra alheia. Na existência de mulher sueca com modos de peixeira saída da lota tinha eu deixado de acreditar há muito. Quis o destino que o desencanto surgisse no metro de Estocolmo e já na viagem de volta.

O ser humano nasce com uma certa tendência mais ou menos universal para o mal, tendência essa que vai diminuindo à medida que educação vem ao de cima. Se há coisa que o ser pouco educado gosta de fazer é riscar carruagens de metro. Não sei qual o prazer nessa manifestação espontânea de atraso no processo evolutivo, mas os efeitos conheço-os eu muito bem: por exemplo, a empresa que administra o metro do Porto quer ainda que, além dos riscos nas carruagens, tenhamos que aguentar com um enorme dístico ao lado da parte riscada chamando a atenção para o ato vândalo. Como se os riscos não fossem perceptíveis sem o tal dístico! No caso do metro de Estocolmo, tratou-se apenas da corriqueira imagem com um coração a unir os nomes de dois jovens que se amam e não têm dinheiro para enviar uma SMS. A julgar pelos nomes, deduzo que sejam suecos do sul.

3 comentários:

  1. Suecos do sul!!!!! HAHAHAHAHA

    passei pra dar uma lida.....ha muito tempo nao ria como hj.

    abs

    Sebastian

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  2. Acho que essa inscrição no metro seueco foi feita por um sueco do sul...

    O Presidente da PT Zeinal Mohamed Bava para não ser escutado....

    rsrsrsrsr

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  3. Este blog, que hoje li, todo, comentários e tudo, mais os que eu deixei, está, de todo, muito interessante. Não é, como pensei, todo futebolista, mas sim, tem um traço interessante, cativante, bem escrito (gostei particularmente do «soalheiro» em vez de «solarengo» como vejo por aí muitas vezes mal aplicado!) e por isso voltarei, e claro, já estou a seguir!
    Como já disse, vou colocar o link nos meus, e se estiver interessado, pode colocar o meu nos seus.
    Abraço

    Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera

    http://Bimbosfera.blogspot.com

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