quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bad English

"You can fool some of the people all of the time, 
and all of the people some of the time, 
but you can not fool all of the people all of the time".  
Abraham Lincoln.
 
Tenho um amigo que defende uma original teoria linguística. Segundo ele, a proficiência numa língua estrangeira pode ser avaliada pela capacidade de fazer uma piada nessa língua: se o interlocutor ri, a língua está num bom nível. Sendo esse meu amigo dotado de um excelente sentido de humor, é natural que o critério funcione perfeitamente com ele. Contudo, sujeitos que revelem dificuldades nas investidas pelo reino do humor, poderão, com base nesse critério, ter sérios problemas na avaliação da sua proficiência em outras línguas: não provocado o riso, ficará sempre a dúvida se há pouco domínio da língua estrangeira ou fraco sentido de humor.

Vem isto a propósito do primeiro ministro de Portugal. Há quem veja no discurso proferido por José Sócrates no Fórum de Líderes da Universidade de Columbia, Estados Unidos, a prova de que o seu inglês é de má qualidade. Pode ser. Mas eu inclino-me mais para pensar que Sócrates anda apenas em maré de azar nos seus discursos internacionais. Não esqueçamos que Sócrates fez um bom curso de inglês técnico, tendo chegado a abdicar do descanso dominical para melhor se dedicar à disciplina! É certo que a universidade onde fez o curso foi encerrada, mas confesso que nunca entendi as causas que ditaram o encerramento desse estabelecimento de ensino. Algo entre ignomínia, maledicência, botabaixismo ou perseguição política, deve ter contribuído de forma decisiva para o fatal veredicto.

Dois episódios me levam a acreditar que José Sócrates anda mesmo nessa tal maré de azar: há tempos, discursava numa cimeira internacional, em tom sério e empolgado (praticamente o único que o curso de oratória lhe deu a conhecer), sobre os benefícios do Magalhães, quase provocando a gargalhada geral; dias depois, resolvia fazer uma piada em inglês (bad English, para ser mais preciso) e não houve uma única alma piedosa que tivesse esboçado sequer um ténue sorriso. Certo de que Sócrates dá algum valor a questões de imagem, e tratando-se efetivamente de maré de azar, ousaria recomendar que tentasse fazer algo para provocar a sorte. E já que a universidade onde se formou foi encerrada, que tal uma boa revisão do seu sentido de humor?

1 comentário:

  1. Bery gud,

    mai diar bróderló!!!
    (in bad english)

    Muito Bom!!!
    Abc

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