Os benefícios em termos psíquicos decorrentes da prática de qualquer atividade artística são sobejamente conhecidos e cientificamente reconhecidos, podendo esses benefícios ser obtidos de modo direto, através da libertação psíquica do indivíduo no processo de criação, ou de modo indireto, aproveitando a criação artística como veículo para o autor desabafar sobre os seus vícios/prazeres menos confessáveis, sem que daí advenha grande comprometimento para si.
Na arte da escrita, o aproveitamento de forma indireta é bastante frequente. Um dos subterfúgios mais utilizados nessa arte ficcionada — por vezes só aparentemente — consiste na criação de personagens: querendo o autor abordar um tema delicado sem qualquer tipo de comprometimento para a sua postura, inventa um personagem para dar o corpo ao manifesto e manchar o seu — do personagem — bom nome com posições menos recomendáveis — que, no fundo, são as do autor.
Não me parecendo verdade que os textos que aqui tenho vindo a publicar possam ser considerados arte, também não me parece menos verdade que se tratam de escrita. E mesmo sem arte, os efeitos psicoterapêuticos têm sido evidentes. Sinto-os.
É isso que aqui farei mais uma vez, com variante de que desta vez o confesso.
Avancemos então com um nome para o nosso personagem: Amâncio. Para começo de conversa, coloquemos o Amâncio a meditar sobre um dos seus maiores vícios/prazeres. E dêmos um indício sobre o rumo que a exposição pode levar, deixando o nosso personagem a recordar uma velha máxima brasileira que assegura que «tamanho não é documento». E talvez nem seja.
Mesmo sem acesso a dados estatísticos que o confirmem, o Amâncio sabe que em Portugal sempre houve grande moderação quanto à preferência pelo tamanho. E, pese embora, desde tempos imemoriais as grandes andarem por aí, tem sido nas de tamanho médio que tem recaído a massiva preferência nacional.
Na arte da escrita, o aproveitamento de forma indireta é bastante frequente. Um dos subterfúgios mais utilizados nessa arte ficcionada — por vezes só aparentemente — consiste na criação de personagens: querendo o autor abordar um tema delicado sem qualquer tipo de comprometimento para a sua postura, inventa um personagem para dar o corpo ao manifesto e manchar o seu — do personagem — bom nome com posições menos recomendáveis — que, no fundo, são as do autor.
Não me parecendo verdade que os textos que aqui tenho vindo a publicar possam ser considerados arte, também não me parece menos verdade que se tratam de escrita. E mesmo sem arte, os efeitos psicoterapêuticos têm sido evidentes. Sinto-os.
É isso que aqui farei mais uma vez, com variante de que desta vez o confesso.
Avancemos então com um nome para o nosso personagem: Amâncio. Para começo de conversa, coloquemos o Amâncio a meditar sobre um dos seus maiores vícios/prazeres. E dêmos um indício sobre o rumo que a exposição pode levar, deixando o nosso personagem a recordar uma velha máxima brasileira que assegura que «tamanho não é documento». E talvez nem seja.
Mesmo sem acesso a dados estatísticos que o confirmem, o Amâncio sabe que em Portugal sempre houve grande moderação quanto à preferência pelo tamanho. E, pese embora, desde tempos imemoriais as grandes andarem por aí, tem sido nas de tamanho médio que tem recaído a massiva preferência nacional.
O Amâncio, homem muito dado a experimentar dessas coisas pelo mundo fora, recorda-se que parecido com Portugal lhe pareceu ser o Chile — embora com ligeira preferência pelas grandes, especialmente quando partilhadas entre a população estudantil. Mas é bom ressalvar que o Amâncio não teve no Chile uma experiência tão vasta quanto isso para poder tirar grandes conclusões sobre esse país.
Experiência vasta e grandemente prazerosa teve o Amâncio no Brasil, onde em média elas são maiores do que em Portugal — sem, no entanto, chegarem a ser tão grandes quanto as maiores portuguesas.
O que ultimamente tem deixado o Amâncio bastante apreensivo é a constatação de que, tanto no Brasil como em Portugal, há uma acentuada tendência para a proliferação das de tamanho reduzido. Se ainda fosse como na Bélgica, onde as mais pequenas são normalmente compensadas com maior potência e qualidade, ainda menos mal. Mas não, tanto em Portugal como no Brasil, reduzem-lhes o tamanho sem nada lhes acrescentarem em compensação.
Abaixo as minis! Defende o Amâncio, obviamente.
O que ultimamente tem deixado o Amâncio bastante apreensivo é a constatação de que, tanto no Brasil como em Portugal, há uma acentuada tendência para a proliferação das de tamanho reduzido. Se ainda fosse como na Bélgica, onde as mais pequenas são normalmente compensadas com maior potência e qualidade, ainda menos mal. Mas não, tanto em Portugal como no Brasil, reduzem-lhes o tamanho sem nada lhes acrescentarem em compensação.
Abaixo as minis! Defende o Amâncio, obviamente.
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:D
ResponderEliminarNa Alemanha, apreciam-se as grandes, de boa qualidade e potência q.b., com uma grande "flor"/"Blume" (assim se chama a espuma cremosa, que deve ter uns centímetros de espessura, coisa que, em Portugal, aliás, não se aprecia. Pelo menos, antigamente, era assim). A primeira abordagem deve-se fazer antes da "flor" desaparecer. "Bevor die Blume verwest", diz-se, ao brindar.
Pois é, na Alemanha até nisso são grandes! :)
EliminarIsto da cerveja é a tal questão... Há quem as escolha pelo tamanho do copo, há quem as escolha pela vivacidade da cevada! :)
ResponderEliminarReferia-me às garrafas! Receio não ter sido suficientemente claro... :)
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