Em 1977, a vida quotidiana dos portugueses era muito distinta da que temos hoje em dia. Por vezes é difícil acreditar que determinadas coisas que agora acontecem naturalmente, há 35 anos aconteciam ainda de forma bastante condicionada. É certo que Portugal já emergia do longo período de trevas, mas as restrições eram ainda de tal ordem que só no dia do casamento — no final de Julho do referido ano — tanto ele como ela puderam pela primeira vez experimentar aquilo. Estranharam um pouco no começo — ela mais do que ele —, mas rapidamente entranharam. Depois não queriam outra coisa. O calor do verão deixava-os bastante predispostos para aquilo. De manhã, de tarde, de noite, queriam tanto aquilo que já nem conseguiam dormir direito. Chegaram a um estado tal, que só com intervenção médica conseguiram libertar-se da dependência.
Assim como este casal, muitas pessoas em todo o mundo desenvolveram verdadeira dependência por aquilo, apesar de nem sempre terem uma boa experiência inicial. Eu, por exemplo, tive a minha primeira experiência por volta dos 10 anos de idade e devo confessar que na primeira vez não achei aquilo lá grande coisa. Depois, aos poucos, fui-me acostumando e hoje em dia até aprecio bastante. Mas sem exageros. Nunca com dependência.
O que provavelmente os mais jovens não sabem é que aquilo começou a ser desfrutado em Portugal com várias décadas de atraso em relação a muitos outros países. Após uma tentativa frustrada de trazer aquilo para Portugal no final dos anos 20, só em Julho de 1977 começou a entrar no hábito regular dos portugueses. Na tal tentativa frustrada chegou a haver uma campanha publicitária com o slogan concebido por Fernando Pessoa «primeiro estranha-se, depois entranha-se». A proibição surgiu na sequência dessa campanha com base no seguinte raciocínio: se se entranha, tem características de estupefaciente, e portanto aquilo não pode ser permitido em Portugal; se não se entranha, a campanha é enganosa, e portanto aquilo não pode ser permitido em Portugal. Raciocínio do ponto de vista lógico — não mais do que esse, parece-me — perfeitamente inatacável!
Adenda: por manifesta falta de tempo para negociar um contrato publicitário — férias são férias! —, deixei todas as referências àquilo como «aquilo». Se ainda não descobriu do que se trata, pergunte-me em privado (exiladonomundo@gmail.com) que eu terei muito gosto em esclarecer. Apesar da tal falta de tempo, não deixarei nenhuma mensagem sem resposta. Em princípio.
Assim como este casal, muitas pessoas em todo o mundo desenvolveram verdadeira dependência por aquilo, apesar de nem sempre terem uma boa experiência inicial. Eu, por exemplo, tive a minha primeira experiência por volta dos 10 anos de idade e devo confessar que na primeira vez não achei aquilo lá grande coisa. Depois, aos poucos, fui-me acostumando e hoje em dia até aprecio bastante. Mas sem exageros. Nunca com dependência.
O que provavelmente os mais jovens não sabem é que aquilo começou a ser desfrutado em Portugal com várias décadas de atraso em relação a muitos outros países. Após uma tentativa frustrada de trazer aquilo para Portugal no final dos anos 20, só em Julho de 1977 começou a entrar no hábito regular dos portugueses. Na tal tentativa frustrada chegou a haver uma campanha publicitária com o slogan concebido por Fernando Pessoa «primeiro estranha-se, depois entranha-se». A proibição surgiu na sequência dessa campanha com base no seguinte raciocínio: se se entranha, tem características de estupefaciente, e portanto aquilo não pode ser permitido em Portugal; se não se entranha, a campanha é enganosa, e portanto aquilo não pode ser permitido em Portugal. Raciocínio do ponto de vista lógico — não mais do que esse, parece-me — perfeitamente inatacável!
Adenda: por manifesta falta de tempo para negociar um contrato publicitário — férias são férias! —, deixei todas as referências àquilo como «aquilo». Se ainda não descobriu do que se trata, pergunte-me em privado (exiladonomundo@gmail.com) que eu terei muito gosto em esclarecer. Apesar da tal falta de tempo, não deixarei nenhuma mensagem sem resposta. Em princípio.
